O lance das compras
Eu acabei de escrever um post e terminei dizendo que estava caindo de sono... e estou!! Mas ainda tô meio agitada porque acabei de ver um filme daqueles “clássicos” dos anos 80: “Um Tira da Pesada”. Pois é... sei que já passou na tv tantas vezes que perdi as contas, só que tenho tido um impulso incontrolável de comprar dvds numa certa loja que é fortíssima no Rio e que (para o meu azar) tem aqui no Shopping de Poços. Foi uma festa e uma perdição!!!! Comprei, em menos de 20 minutos, 8 DVDs! E vejam só os títulos: Missão Impossível 1 e 2, Um Tira da Pesada 1 e 2 (sorte que não tinha o 3), Jerry Maguire (eu andava triste porque só tinha este em vhs), Curtindo a Vida Adoidado (dá pra acreditar?!), Erin Brockovich (adoro os filmes da Julia Roberts, fazer o quê?!), Do que as Mulheres Gostam (ver o Mel Gibson de meia-calça, batom e depilando a perna é demais!).
Definitivamente, não sou uma pessoa consumista, mas devo estar passando por uma fase!! Também, esse negócio de 12x sem juros é uma sacanagem! Quem resiste?! E o pior, é que a coisa parece que piora, porque já tinha uma compra parecida, feita antes de vir pra cá, de 6 DVDs... e agora foram 8. Vou ter que manter distância dessa loja... isso tá ficando sério. Tenho algumas explicações bastante plausíveis sobre essa vontade de comprar filmes... principalmente, em DVD. Os extras costumam ser muito legais e esse é um ponto. Outro: é legal poder rever sempre esses filmes, naquelas horinhas em que não se tá a fim de fazer nada. E é interessante, mas quando se vê tantas vezes o mesmo filme, dá pra analisar mais os detalhes. Ah, sei lá... vou confessar: adoro filmes mesmo e pronto! Agora vou dormir.
O lance... da preguiça
Tenho andado com muita preguiça de escrever! Muita mesmo!! Talvez seja essa calmaria aqui de Poços de Caldas, só curtindo a família, comendo o tempo todo (e andando no resto do tempo pra queimar todas as calorias!!!).... ou o frio que faz a gente se enfiar embaixo do cobertor antes da meia-noite (ah, é que aqui não tenho internet banda larga, então preciso esperar o horário mais “barato”).
Mas olha... tenho que dizer que minhas férias estão deliciosas. Logo de início, a comemoração do meu aniversário foi maravilhosa! Pizzas no forno de lenha, cerveja geladinha e happy end com uma torta de chocolate de fazer a baba escorrer só de lembrar... hmmmm! Nem doeu tanto completar os danados dos 30 anos. Depois, uma semana pra brincar com o sobrinho, assistir filmes “clássicos” (geração anos 80, claro), vários lanches na casa do meu irmão e os preparativos para o Natal. E tudo isso com direito a uma ida à feira!! Há tanto tempo eu não ia à feira que até foi legal. Principalmente comer pastel. Só mesmo aqui pra fazer isso.
E o Natal?! Incrível demais. Uma só criança: uma coisinha pequena, de apenas 1 ano e 5 meses. Sete adultos rodeando a criança, todos com sorrisos de orelha a orelha admirando a felicidade do pequeno ao abrir os presentes do Papai Noel. Vi que esse Natal significou uma renovação na vida de toda a família. Daqui pra frente, o pequeno vai crescer e cada vez participar mais do Natal, encantando a família, alegrando e dando vida à festa. E não posso negar que é engraçado ver esses adultos todos espalhados pelo chão brincando com carrinhos de uns 5 centímetros de comprimento (e imitando o barulho de motor do carro!).
Tá certo que não posso querer contar tudo sobre duas semanas de viagem em um só post. Nem falei sobre o dia que conheci o maior shopping da América Latina, que fica em Campinas! Depois eu conto... tá frio e eu tô caindo de sono...
O lance da família
Estou em Poços de Caldas/MG há 3 dias e meio. A viagem foi basicamente como eu falei no post anterior... olhava pra um lado: mato; olhava pra outro lado: mato... desistia de olhar e dormia um pouquinho. Eu num sei não, mas acho que tenho um lance qualquer com ônibus, metrô, van, carro, avião, etc., porque é só começar aquele leve “sacolejar” que o sono vai tomando conta de mim. Mas tudo bem... cheguei!
E desde então parece que o tempo parou! Não tô fugindo do tempo só porque fiz tr...ta. Fiz o quê? Tá! Fiz trinta anos. Mas é que aqui parece que as coisas acontecem mais lentamente. Mas talvez isso se deva a um “pinguinho de gente” capaz de produzir imensa quantidade de “baba” em uns 7 marmanjos que estiverem ao seu redor. Pois é, tô falando do meu sobrinho. É incrível ver uma criança descobrindo a vida. Por isso eu penso que, junto com ele, cada momento se torna muito mais intenso. Rir com ele é mais gostoso, saborear uma carne enquanto ele fala “a r r n e” é muito mais gostoso do que qualquer churrasco, comer pipoca enquanto ele coloca as duas mãozinhas na tigela e faz chuva de pipoca como se fosse neve, e ouvir “t i t i a” então... hmmmmm. E ele tem só um ano e meio!!
O que eu sei é que todos os “adultos” viram babões e bobões perto deste “pequeno”. Até pimenta foi parar numa torta de banana (mas como canela em vez de pimenta é melhor na torta, conseguiram, em tempo, lavar as bananas e aproveitar tudo... rsrs). Éééé!! Se você tá rindo, espere ter filhos, sobrinhos, netos!!!
Bom, é isso... este é um lance de sentimento (coisa bem típica desta época do ano, com as festas de Natal e Ano Novo se aproximando), de muito aconchego com a família, de pensar no quanto a vida é legal! Tem cada lance tão maneiro acontecendo todo dia! Basta parar, prestar atenção e apreciar!
O lance da viagem
São 11h45 da noite e eu tô aqui escrevendo, sem conseguir desligar o computador pra colocar na mala, fechar a coitada (que tá entupida de coisas pra 15 dias fora) e dormir. Que mania de ficar até tarde da noite! Mal de publicitária, ou de sagitariana, ou de maluca, sei lá. Mas então não vou escrever muito. Amanhã de manhã vou pegar um ônibus com destino aos braços da família, em plena Poços de Caldas/MG. São 8 horas de viagem e, pela primeira vez, vou durante o dia, para apreciar a paisagem, dormir, beber Todinho, dormir, ler a última Época que chegou e eu nem abri, dormir mais, descer na parada só pra dar uma espriguiçada e comer alguma coisa diferente dos biscoitos que estou levando na bolsa e por aí vai.
Vou passar o Natal e o Ano Novo por lá, mas antes disso, claro, vou comemorar e bebemorar muito o meu aniversário (que é no sábado, caso alguém queira mandar um cartãozinho virtual, né?!). Família, tô chegando! Meus queridos leitores (pois é!! quase nem acredito que vocês lêem meu blog), os próximos “escritos” serão de lá, com gostinho de fim de férias, de babação de sobrinho, de água na boca com comidinha da mamãe... hummmm.
Tô indo! Por enquanto, dormir... ou eu não vou nem sonhar em acordar às 6h30 da manhã.
O lance dos 30
Hoje eu tomei coragem!! Decidi que ia fazer. Já vinha pensando nisso há algum tempo. Tinha falado com uns amigos a respeito e todo mundo deu a maior força! Diziam que “era só escolher um lugar legal e mandar ver”. Eu tenho que fazer isso... vou fazer 30 no sábado. Putz, preciso marcar esta data! Então tá... assim que eu acabar de limpar a casa e assistir aquele filme que tá gravado, levar o lixo lá fora, mandar uns recados no orkut e checar os e-mails.... aaaiii, chega de enrolação. Vou agora!
Fazer o quê?? Uma tatuagem! Ué?! Tava pensando que seria o quê? Já pesquisei o desenho na internet, medi, ajustei no photoshop, imprimi, recortei, experimentei, mudei de desenho, comecei tudo de novo e depois de uns 10 desenhos, finalmente decidi o que vou ver quando me olhar no espelho mais tarde. É que é uma tatuagem definitiva!!!!! Meu Deus... e se eu odiar isso depois de fazer... não vou pensar nisso. Vou gostar! Fui eu que escolhi o desenho, sou uma mulher moderna, madura (?!?), segura (?!). E é uma coisa que eu quero fazer desde entrei na faculdade. Já tô pós-graduada então já tá mais do que na hora. Certo. Pausa para este momento (muito breve!) de coragem. Mais tarde eu termino de escrever.
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Entrei num lugar, fiz mil perguntas e disse que voltaria em janeiro! Perdi a coragem. Tive que andar um pouco, dizer a mim mesma que era o presente de aniversário perfeito e que seria a minha marca dos 30 anos! Fui a outro lugar, mostrei o desenho, negociei o preço e disse que voltaria em janeiro. Arghh!!! Mas acho que o cara percebeu que eu estava perdendo a coragem e, antes que eu saísse, disse: “Você já está aqui... faz logo, é moleza”. De repente, só me ouvi dizendo: “Fechado, vamos fazer!”. Não doeu... só dava uma aflição, mas coisa pouca... já tirei uns bifes (em vez das cutículas) que me incomodaram muito mais. Foi realmente fácil. E rápido, só uns 40 minutos. Ele até fotografou... porque ficou tão bonitinha a minha tatuagem!
Bom, então tá... agora tenho uma tatuagem fofa que vai cicatrizar em no máximo 15 dias. Pensando bem... só um detalhe me aflige um pouco. Não lembro se já disse, mas moro sozinha. E estou numa fase completamente solteira (sabe como é)... então como diabos eu vou conseguir trocar o curativo nas costas, duas vezes ao dia?! Como eu fui ter a idéia de fazer a tatuagem nas costas, abaixo do pescoço, sem que meus pais estivessem aqui no Rio comigo?! Que droga... Agora vou ter que virar contorcionista!!! Ahhh, mas tá tão linda... espelho, aí vou eu!
O lance do domingão chuvoso
Ontem, domingão de muita chuva (tempo horroroso!), típico dia preguiçoso... resolvi ir ao teatro! Eu sou aquele tipo que vê a programação cultural na internet e no jornal, aponta várias coisas legais de se fazer e, por algum motivo, fica em casa. Nem sempre, é verdade, porque há uns raros momentos em que me aventuro pelos esportes radiciais ou passo a noite dançando. Mas voltando... o maneiro é decidir de repente. Fui com uma amiga. Pegamos um ônibus. Sim, eu não tenho carro então a aventura já começa por aí. Quando estávamos na rua certa, resolvi perguntar se o ponto para descermos perto do Shopping estava próximo. O motorista freou e disse: “Shopping da Gávea??? É esse aí do lado! Se quiser, desce aqui, mas não vai ser atropelada, hein!” Descemos em disparada. Putz, ET... só posso ser ET. Na minha cidade, na frente do shopping, e eu pergunto onde é! Mas tudo bem... deu certo. Chegamos... e com 30 minutos de antecedência!! Perfeito (se fosse cinema). Pois é... sentamos nos lugares K12 e K14. São aqueles que ficam no fundo, com uma pilastra ao lado, meio baixos porque as poltronas são diferentes de algumas outras bem altas (vai saber o motivo!). E daí?! Péssimos lugares, mas estávamos lá pra nos divertir!!!
A peça? “Os homens são de Marte... e é pra lá que eu vou”. Excelente!!! Um monólogo, divertidíssimo. Eu me identifiquei com a personagem. Aliás, váááárias solteiras também se identificaram. Acho que nem liguei pra isso... tinha muita gente no mesmo barco (furado!) e existia uma “solidariedade” pairando no ar. A Fernanda (personagem) usa muito a frase “não era pra ser”. Eu também uso! Inclusive uma variação: “O que tiver que ser, será”. Sei lá, como ela disse, conforta a gente. O bom é que no final da peça, depois de contar sobre os tantos homens que “não era pra ser”, ela finalmente deixa uma esperança e parece que encontra um cara que liga no dia seguinte. Ela deixou também uns santinhos. Tá, vou explicar: é que depois de tanto ficar botando o coitado do Santo Antônio - aquele casamenteiro sofredor - de cabeça pra baixo, de castigo, na geladeira, e tal, e de apelar pra Santa Rita de Cássia - aquela das causas impossíveis, a Fernanda descobriu um novo Santo, portanto, “sem fila”. E deu a dica pra gente da platéia. O nome do santo?? Ihhh, esqueci. Afinal, eu não ia dar bandeira de pegar o santinho na saída, né?!
Saímos cheias de fé, esperança, certeza de que vamos encontrar o grande amor (um dia, espero que não muito distante). Na volta pra casa, rola aquele lance de ficar rindo de partes hilárias da peça... aquelas em que a gente se vê na situação. Passamos pra comer crepe. E claro, que pra fechar um programa cultural destes, o crepe de chocolate com sorvete foi tudo de bom! Mais tarde, lá pela 2 da manhã, batendo papo com um amigo no MSN, ele diz: “domingo é um dia tão chato, nada pra fazer.” E eu respondo, com aquela sensação deliciosa de quem aproveitou o dia intensamente: “Ah, você acha?! O meu foi ótimo!” E fui dormir feliz da vida (não ouvi a musiquinha chata do Fantástico!!!!!!)
O lance do show
Amanhã vai ter show do Emmerson Nogueira no Morro da Urca. Ele é muito bom... canta e toca música maneira, um monte das antigas, tudo de bom. Só que pra variar, eu não vou. Putz, tô sem companhia. Preciso bolar um projeto para manter meus relacionamentos em dia! Sinto falta das pessoas, mas não sei dizer isso pra elas. Seria tão mais fácil se eu mandasse um e-mail dizendo: Oi, tudo bem? Quanto tempo! Sinto sua falta... não esqueci de você. Claro que não é a mesma coisa... eu sei. O problema é que eu escolhi uma profissão que eu amo e por isso acabo sempre trabalhando demais! Tenho que aprender a dividir melhor o meu tempo. Vou fazer isso! Mas então, por enquanto, o show não vai rolar. Ir sozinha é meio furada. De repente, vou ao cinema... é, nada a ver uma coisa com a outra. Sei lá o que eu vou fazer... isso é só amanhã.
Cara... sabe quando foi o último show que eu fui?! Nem lembro... Acho que foi Jorge Drexler, no Canecão, em julho! Gostei, mas não muito... o que sinceramente gostei mais foi de assistir ao show pertinho do Frejat. É!! Do Barão mesmo. Ele parecia estar gostando muito do show... ficou na minha frente, cantando tudo. Esse dia foi legal... era um evento VIP (que chique, né?!), mas claro que eu só estava lá porque ganhei o convite no trabalho. Não sou VIP, fazer o quê? Tinha um monte de homem bonito, gente famosa. O Paulinho Moska cantou uma com o Drexler. O lance foi maneiro!
Pô, mas falar em show... só me faz pensar em Rock’n Rio. Eu só fui ao terceiro. Antes disso, a mamãe não deixava (pois é.. podes crer!). Mas falar de show deste estilo (mega!) é um lance à parte.
Até!
O lance dos peixinhos apaixonados
Esse eu vou ter que comentar aqui no meu blog. Tá lá em As Coisas de Nós Dois o texto Carros X Peixinhos. Ele (meu irmão) pensando em como turbinar o carro e, ela (minha cunhada) cantarolando Chega de Saudade, de Jobim e Vinicius! Se era o cd Bossa Nossa, da minha amiga, tá explicado: voz doce, violão, boa letra, melodia gostosa. Baita inspiração para noites quentes, chuvosas, estreladas... vai ver numa dessas o pequeno ganha um irmãozinho (uhuu!).
O lance da publicidade
Deu vontade de falar sobre publicidade!! Só um pouquinho, prometo! É que é um lance que eu amo demais...
A publicidade entrou na minha vida quando eu tava na sétima série do ginásio (ensino fundamental, hoje em dia, né?!). Numa aula de português, li o texto “O segredo da propaganda é a propaganda do segredo” (Leon Eliachar. O homem ao zero. RJ, Expressão e Cultura, 1969) e me apaixonei. O texto é sobre os anúncios de tv que, segundo o autor, mostram um “mundo de otimismo, onde tudo é bom e saudável, não quebra, dura toda a vida e qualquer um pode adquirir quase de graça, pagando como puder, no endereço mais próximo de sua casa”. E o cara tava certo, alías, está certo! A publicidade pode ser muito convincente. Esse é o objetivo.
Então, dominada pela publicidade, comecei a ler outros textos sobre publicidade, jornalismo, radialismo, comunicação em geral. Falei com pessoas da área... Fui ficando mais atenta aos comerciais de tv, aos spots de rádio, às reportagens que levam as pessoas aos mais distantes lugares. Percebi que tudo dependia muito da emoção e, não apenas de quem cria o anúncio, escreve uma matéria, mas da emoção de quem assiste, lê, ouve. A gente pode chorar diante da tv quando passa um comercial, dar gargalhadas, sentir raiva e um infinito número de emoções. Comerciais como o dos 50 anos da Sadia – “A vida com amor é mais Sadia”, com a música Perhaps Love, ou do açúcar União, sobre o irmão do meio que rouba todos os bolinhos de chuva e no final diz que “Acabou” com a boca cheia, o da Garoto – “Sonhos”, que mostra garotos endiabrados fascinados por mulheres, e os da Bombril... são incríveis, já fazem parte da história da propaganda e marcam a minha vida. Vai dizer que não ficava com vontade de comer aquela pizza com guaraná?! Este jingle e o da pipoca com guaraná fizeram um baita sucesso nos anos 90. "Eeeu não vejo a hora de te cortar, ver mais uma vez saborear. Meia muzzarela, meia aliche ou calabresa, romana, quatro queijos, marguerita e portuguesa. Como é bom te ver, você chegou na hora H, adoro pizza com guaraná!"
Ihh! Já viu que eu sou um caso perdido... mas também, de publicitário e louco, todo mundo tem um pouco. Melhor deixar esse lance de lado ou este post não vai ter fim.
O lance da obra do vizinho
Hoje foi dia de faxina. Que saco!!! Geralmente, faço isso numa boa, mas desta vez... O vizinho faz obra no apartamento dele e eu é que tenho que limpar a poeira da obra dele do meu apartamento?! Pura injustiça.
Tava tudo nojento... com uma camada grossa de poeira marrom, cor de terra, sei lá... aarrgghh! Eu moro sozinha e essa é a primeira vez que eu tô passando por isso. Ter que aturar a obra do vizinho. Quando acabei de limpar tudo e me joguei no sofá (eu estava sentindo umas pontadas de dor nas costas, nas pernas, nos braços e acho que no resto do corpo também), eu fiquei pensando nos meus pais. Lembro de várias vezes em que ficavam desesperados com o barulho que é enlouquecedor, com o incrível aumento do número de vezes por semana que a casa tinha que ser limpa... Sabe estes dias em que a gente constata que está vivendo por conta própria, enfrentando problemas reais, “de gente grande” mesmo?! Pois é... constatei que tô nessa furada! Só rindo da situação (agora que já tá tudo limpo, né?! pelo menos até a obra recomeçar amanhã cedinho). Pelo menos entendi porque eu andava escorregando dentro de casa (rsrsrs).
Vou voltar para o sofá. Tá na hora da novela. E eu tô com uma baita de uma preguiça de continuar...
O lance dos esportes radicais
Tô aqui de novo! Achei muito legal escrever... mesmo que quase ninguém tenha lido. Resolvi então contar sobre o meu vôo de asa delta. É isso mesmo! Eu não sou passarinho não, mas voei!!!Sabe o que é engraçado?! Nunca fui uma destas pessoas que praticam esportes o tempo todo, que jogam, nadam, correm... ufa, que cansaço só de falar. Tá... eu fiz natação por alguns anos quando era pequena, jazz e tal, mas nada de mais. Só que quando "aborrescente", comecei a achar muito maneiro voar de asa delta, escalar, sei lá, essas coisas meio malucas. Mas isso era um sonho distante! Há dois anos me tornei independente (o que dá mais espaço às loucuras). E lá fui eu.Primeiro eu me meti em um passeio que incluía rafting no rio Ribeirão das Lajes. Foi incrível!! Descer corredeiras sob o sol, com um grupo de pessoas que eu nunca tinha visto na vida, trabalhando em equipe. Uma experiência emocionante. Tomei gosto e catei na internet uma empresa que oferecesse outras aventuras.O próximo encontro emocionante com novos desconhecidos foi em uma caminhada no Morro da Urca. A caminhada era o que menos me interessava... o ponto alto seria o rapel! E fiquei lá, encantada com a paisagem, vendo o mar, o morro verde, o bondinho do Pão-de-Açúcar. Claro que eu estava com o corpo largado, sustentado por uma corda presa na cintura, mas isso só tornava tudo mais legal. Desci a pedra duas vezes pra aproveitar ao máximo. Isso foi moleza perto da caminhada de volta... dizem que pra descer todo santo ajuda, mas o “meu santo” me fez cair sentada de bunda no chão, só porque estava meio barrento o caminho... que ridículo, bem no finalzinho da descida. E pensar que indicam caminhadas como esportes seguros e dizem que o rapel é perigoso... Eu discordo!
Mas então, isso já tá ficando longo e ainda nem falei do meu vôo. Foi peeerrfeito!! Inclusive a corrida na rampa de salto (sim, eu não escorreguei nem rolei rampa abaixo). Tava com um certo medo, não posso negar, mas putz... tem uns lances que a gente precisa fazer na vida. E foi assim. Nada muito planejado. Falei com uma amiga que queria saltar e ela se animou. Indicou uma pessoa que ela conhecia e disse que se eu fosse, ela tomaria coragem e iria também. Duas semanas depois, num sábado ensolarado, nós saltamos da Pedra Bonita no Rio. Antes assinamos aquele documento que diz algo do tipo: a culpa é sua se morrer. Depois de treinar a corridinha duas vezes, o piloto e eu (foi vôo duplo) nos posicionamos no alto da rampa, com aquela paisagem incrível diante dos olhos e ficamos atentos à direção do vento... De repente ele disse: vamos correr. E em menos de um minuto, estávamos deslizando no ar, com o vento nos levando. Eu não gritei, não pensei, não tive medo na hora... só conseguia pensar que é uma sensação incrível, quase indescritível!! Paz, liberdade, aventura, controle sobre a vida. Pisar no chão?? Que nada... eu podia ficar voando por horas!! Mas foram apenas 10 extraordinários minutos e a vontade de voltar a pular qualquer dia desses. Até lá, assisto o vídeo do vôo sempre que dá saudade.O lance é esse... até mais!
O lance do chopp
Outro dia, meu irmão me disse: “você devia pensar em escrever um blog... é divertido e você pode postar quando estiver a fim, sobre o tema que quiser”. Então, de cara, devo dizer que estou aqui, mas nem sou a autora da brilhante idéia de escrever um blog... aliás, nem ele é o autor da idéia, porque quem realmente tem as idéias brilhantes é a minha cunhada! Bom... sobre o que vou escrever neste primeiro? Aliás, se este é o meu primeiro ou único post, não faço idéia! Não vou criar expectativas. Ahh! Já sei... Vou contar sobre o lance que rolou no dia do chopp com o meu irmão (mesmo dia da idéia brilhante do blog).
Saímos para comprar umas paradas e, em dia quente no Rio, o shopping é básico. Claro que a idéia era comer e tomar uns chopps. Achamos um lugar muito legal. O preço do chopp não era tão exorbitante. R$ 1,60, disse o garçom que veio à porta para nos convencer a entrar. Nos outros lugares, era quase R$ 4. Escolhemos uma mesa maneira e o garçom veio nos atender, todo animado. Perguntamos sobre alguns petiscos e fizemos o pedido: gurjão de peixe. E os chopps (que como descobrimos pelo cardápio, era R$ 2,60, ainda assim barato)! Alguns minutos e volta o garçom dizendo que o peixe tava congelado, mas que o frango estava ótimo e sairia caprichado para nós. Aceitamos a sugestão (é fato, sugestão de garçom é dica que vale ouro, principalmente se a cozinha já está quase fechando). Ficamos batendo papo e de repente percebemos que nós dois juntos, meu irmão com aliança no dedo esquerdo e eu sem aliança, podia parecer “um caso”. Nós rimos da situação, afinal, somos parecidos e tal. Enfim, o garçom apareceu trazendo o nosso pedido e parou ao lado da mesa, entrando um pouco na conversa. Falamos que o chopp estava ótimo e o meu irmão disse que voltaria no restaurante quando viesse ao Rio de novo. O garçom estranhou e nós vimos pela cara dele que a confusão tinha rolado. Como as pessoas são realmente hábeis em tirar conclusões, o garçom estava achando que eu era “a outra” do meu irmão. Nós rimos. Eu esclareci: ele é meu irmão, mora em Minas e veio a trabalho. Minha cunhada tá em casa. Calma lá, vê bem o que você tá pensando! Rsrsrs
E com isso, a conversa foi adiante, como se estivéssemos os três conversando, comendo e bebendo. E acho que isso é fantástico! Mesmo com a violência do Rio, o stress da vida e do trabalho, as loucuras e o problemas de cada um, ainda é possível as pessoas conversarem até com desconhecidos como se fossem velhos amigos. Muitas vezes, o papo é melhor, os assuntos mais agradáveis e a animação e o entusiasmo surpreendentes. As pessoas parecem mais felizes quando são espontâneas. Nestes lances da vida, a gente vê com clareza que as pessoas fazem o mundo girar.
Acho que é isso. O maior lance da vida é viver e ser feliz! Até o próximo... (será?)